segunda-feira, 18 de maio de 2009

Teorema da lei da pobreza...

Depois de uma pesquisa complexamente complexa descobri traços semelhantes entre pessoas que pertencem a classe média, aquela que não é rica, mas que gasta como uma e nunca tem dinheiro pra pagar todas as contas...

Veja se você pertence a essa classe de pobres que acreditam ser da burguesia observando os tópicos abaixo mencionados:

1°: Ricos sempre dão gorjeta, pobres pedem o troco e a classe média... Bem, conta as moedas pra pagar e já entrega tudo contadinho...

2°: Ricos andam de carro com choffer, pobres andam apé e a classe média anda de ônibus, com choffer e tudo, afinal é um serviço pago... E quando avista o busão de longe já afirma "Esse é o meu ônibus" sendo que não faz nem idéia de quanto custa um veículo como esse...

3°: Ricos olham o lado esquerdo do cardápio e escolhem o que querem; Pobres olham o lado direito do cardápio e escolhem o que melhor encaixa ou que a situação financeira permite comprar; Pessoas da classe média perguntam se estão aceitando curriculo e já dá um jeito de fazer a entrevista...

4°: Ricos assistem documentários em canal a cabo para aprimorarem seus conhecimentos, pobres assistem novela em tv aberta e a classe média assiste realit show e se escreve em todos além de fazer uma gambiarra pra conseguir tv a cabo pirata...

5°: Ricos ao ir numa loja em um shopping afirmam "Eu quero esse", pobres dizem "Estou só olhando" e a classe média perguntam "Vocês estão pegando curriculo?"

6°: Ricos assistem filmes no cinema na semana da estréia, pobres compram dvd pirata na semana da estréia e a classe média liga para rádio e pede uma música pra participar de promoções e poder assistir filmes um dia que a folga bater...

7°: Ricos gostam de ler livros, pobres adoram ler revista de fofoca com resumos de novela e a classe média ama ler classificados e horóscopos em jornais e depois ainda usa tudo no chão de forro pra tingir o cabelo ou para envolver os copos na mudança...

8°: Ricos tem sono de beleza, pobres passam a noite assistindo tv e a classe média tem insônia e fica pensando se algum dos curriculos que ele entregou vai ter resposta...

9°: Ricos mandam flores ou bombons, pobres mandam bilhetes com erros ortográficos e a classe média liga pra rádio e dedica uma música, ninguém sabe, talvez ganhe na promoção e até role um cineminha...

10°: Ricos ao ler esse texto acham criativo e deixam comentário, pobres nem terminam de ler e a classe média morre de rir ao ver que se encaixa em todos os tópicos...

terça-feira, 12 de maio de 2009

Meu cofrinho e a gripe A...

Infelizmente, infelizmente mesmo, é agora...

Chegou a hora dele...

Já estou me despedindo do meu cofrinho... O sacrificio é necessário... Ele ia morrer de qualquer jeito...
O problema é a gripe suina... Já tinha a crise e tudo... Meu porkim, tadim, tá tão fragilizado ainda...

Você sabe que não é nada pessoal, se trata de necessidade... O que me assusta é o nome da doença... Por que eles não colocaram o nome da coisa de gripe Z? Assim era quase certeza de que seria uma das últimas...

Puts... Ainda estamos no A... Temos um alfabeto inteiro pela frente...

Boa sorte, meu pobre porquinho... Se sobreviver a essa terá um infinito de outros desafios pela frente...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Mãe em quatro etapas...

O desenvolvimento maternal se define em várias fases concretas:

A primeira é a da proteção, nossa mãe vira um auxílio nas horas dificeis e assustadoras. Essa etapa se aloja em nossa infância e se desprende na adolecência.

Na segunda etapa a mãe se torna um peso. Como se estivesse sempre nos afortunando. Nos perseguindo. Começamos a desafiá-la. É claro que amamos o seio maternal mas parece rebaixamento demonstrar algum afeto. A mãe dos outros é sempre melhor. Globalizamos idéias e atritamos essas bases não firmes com nossa mãe.

A terceira etapa é a da liberdade, queremos sair do manto materno e contruir nossa história, baseada no que aprendemos...

A última varia, pode ser a proteção ou o esquecimento. Alguns visualizam a idade como fraqueza e se preocupam com as ações dela. Outros notam que a vida dela não é eterna e aproveita bem esses últimos momentos promissores.

Nascemos tão frágeis e vuneráveis. A tua cautela nos fortaleceu. Caminhar ao seu lado nos fez compreender o mundo para poder desafiá-lo. Foi nossa babá, foi nossa professora, foi médica quando nos machucamos, foi nosso abrigo durante meses, foi nossa fábrica de alimento, foi nosso conforto noturno durante nossos primeiros dias do lado de fora... Sobretudo foi mãe. Uma profissão de alto risco, um dom divino, Uma entrega completa.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Era uma vez no aniversário de Brasília...

Depois de ter escrito "Querido conto real de um carnaval mal sucedido" eu realmente cheguei a crer que aquele era o fundo da fossa. Mera ilusão minha. Quando a coisa tá feia só tende a piorar. Começou como um reencontro de velhos amigos e acabou como o dia ruim mais ruim de péssimo da minha vida.

No projeto nos encontraríamos as 13h do dia 21 de abril de 2009 na frente a papelaria da rodoviária do Plano Piloto-DF. O problema é que eu não tinha folga no dia e meu horario de trabalho começava às 13h30. Cheguei às 11h (Horário de Brasória) para aproveitar um pouco mais da festa. Vi um paraquedista se esborrachar no chão. Vi os professores gritando "Pinóquio" pro Arruda durante a celebração da Santa Missa. Vi uma homenagem de paulistas a Brasília, um desfile de milhares de pessoas à cavalo que por onde passavam deixavam um rastro de bosta, um tapete de algo que já foi chamado de grama um dia. Enfim, tudo uma maravilha. A Esplanada parecia pequena para tanta gente e tanto adubo.

Às 12h50 eu estava esperando no local previsto, ninguém apareceu. Não critico meus amigos, eu também atrazo. Peguei então o metrô às 13h15 e fui trabalhar. Às 22h a lei da abolição foi decretada e saí livre pela cidade. Primeiro sintoma de que uma noite decrescente estava a caminho: A bateria estava descarregando. Sem falar da mensagem que ouvi da vivo quando liguei pro meu irmão dizendo que os meus créditos estavam esgotando. O caos estava por vir, rastejando e se aproximando aos poucos. Como um predador.

Mais assustador que ver a Xuxa cantando uma música sobre as cores é reparar que os maconheiros estavam curtindo uma lombra e recriando a aquarela. A rainha dos baixinhos conseguiu algo inédito. Fez roqueros, pagodeiros, sertanejos e até funkeiros se unirem... Tudos vaiavam e gritavam... Uníssono. Como um coro. Não vou dizer que o show foi horrivel mas é meio estranho ver um show infantil depois das 23h. O palco parecia o cirque du soleil, Tinha mais palhaço que dentro do congresso. O mais triste foi ver um vídeo no telão com cerca de 4 minutos com crianças que queriam o direito de falar...

Mandei uma mensagem dizendo aos meus amigos que eu estaria na frente do primeiro ministério a esquerda do palco. Já estava impaciente por gastar meus créditos tentando encontrar meu irmão que já tinha partido daquela muvuca (e me deixado 20 minutos plantado feito um otário sentado aos pés da estatua de São João na frente da Catedral). Me apoiei em uma cerca e aguardei uma aparição que não aconteceu em momento algum.

Um homem parou apoiado na cerca ao meu lado. O braço dele era grande como uma bunda de uma mulata brasileira. A blusa dele cavada e preta coladinha no corpo aumentava sua massa muscular. Ele ficou me encarando. Puts, era o que faltava. No carnaval já tinha paquerado uma baranga mas um cara dando em cima de mim era bravata. Me afastei. Fui seguido até não ter onde me apoiar e ficar próximo demais de quem estava a minha direita:

-Tá esperando quem?

Não respondi nada. Estava com cara de raiva:

-Você é surdo? Te perguntei uma coisa.

Quando ele falou isso meu nariz apitou como um bafômetro, bafo de cachaça pura:

-Eu estou esperando uns amigos com braços maiores que os seus. Por quê? -Eu disse com um ar de superiorismo (Mesmo não tendo amigos de braços mutantes).

-Você falou "por quê" pra mim?

-Não pra mulher ali.

Ele olhou para a direção que eu apontava:

-E o que você disse pra ela?

Pela resposta percebi logo que seus músculos de bomba tinha tomado o espaço do cérebro. Como é chato tirar um bêbado. Ele nem entende:

-Cara. Fica aí no seu canto e eu fico no meu.

Nessa hora ele segurou firme a minha mão erqueda forçando-a para baixo:

-Abaixa a mão quando estiver falando comigo.

Eu não sei explicar o por quê do por quê, só sei que uma fúria desceu sobre mim. Eu olhei nos olhos do meu oponente e mandei ele soltar meu braço direito. Ele também me encarou. Repeti com mais potência e firmeza. Deu certo ele largou meu braço. Ele sorriu. Deu um passo pra trás. Em segundos vi a mão que libertava se dirigir a mim com toda a velocidade. Tentei interceptar com a mão direita, mas só consegui desdirecionar o golpe que atingiu com toda a força no meu pescoço. Dois rapazes que estavam do meu lado seguraram o brutamonte enquanto eu procurava o meu óculos caido. Quando o encontrei e o encaixei no rosto vi o maluco partindo. Os dois jovens tinham notado o clima tenso desde o começo e agiram rapidamente.

Continuei aguardando cegamente meus amigos. Quando os dois jovens partiram ele voltou. Como um vilão de seriado. Se aproximando a passos largos, com uma cara de mau. Olhei para o lado. Agora tinham três adolecentes. Lembro-me de falar pra eles que o cara estava caçando briga e pedir ajuda se necessário. Depois recordo de sua mão no meu pescoço me empurrando para cima da cerca baixa. Não sei se foi a adrenalina ou o excesso de filme de ação. O que sei é que eu usei a mão esquerda para afastar a mão dele de mim e a mão direita para empurrá-lo. Ele estava bêbado, mas não cambaleava. Parecia alguém normal. Principalmente ao bater.

O maníaco do ministério do trabalhador se afastou com o rabo entre as pernas quando os três adolecentes entenderam a situação. Ele ficou de longe virgiando por um tempo, segundo os adolecentes. Eles queriam me acompanhar até a polícia mas eu resisti aos pedidos. Desisti. A festa para mim já havia terminado.

Sem amigos, sem crédito, sem bateria, com o pescoço doído... Peguei o busão e pensei no lado positivo: Pelo menos eu não vou pra casa de cavalo deixando um rastro de bosta... Podia ser pior. Já pensou? Se eu fosse professor público e esperasse o Arruda cumprir uma promessa... É... Poderia ser bem pior...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Baratologia insetística moderna...

Hoje saí da rotina e acordei cedo. A televisão estava ligada e uma reportagem sobre baratas se desenrolava. Uma baratóloga dizia informações insanas o bastante para ganhar um espaço significativo nos meus textos. Ao explicar como se livrar dessa praga ela citou coisas que esses seres nojentos gostam. Bagunça era a primeira delas.

Comecei a ouvir com mais atenção. Aqui em casa de vez em quando aparece umas baratas mutantes. Parece com aliens. Você pega uma arma e atira, ela continua rastejando sem parte do corpo com um líquido corporal que realmente lembra filme de ficção científica.

A baratóloga me prendeu por uns segundos na frente da tv. Baratas gostam de restos de doce e de cerveja, assim ela dizia... Peraê! Cerveja? Caracas. A ficha caiu. Esse inseto tem vida noturna, por que não? Era tão óbvio. O cotidiano daqueles seres rejeitados do universo se tornava encantador. Imaginem só, após o dia passar e ela permanecer escondida um desejo gandaístico nasce em suas veias. E como seu sangue não é de barata (Ou é) não resistiu. A noite é uma criança e crianças não tem medo de insetos. E ela saiu sem rumo por aí. Achou uma latinha e encheu a cara. Quando acordou estava em um lugar estranho com um pernilongo deitado ao seu lado perguntando: "Foi bom pra você?".

Ela correu desorientada. Amnésia. Nada do que acontecera aquela noite lhe retornava a mente. Bebeu demais para lembrar. Depois desse dia começou a freqüentar as baratas alcoólicas anônimas. Hoje ela é outra barata, se bem que elas são tão iguais...

quarta-feira, 4 de março de 2009

Querido conto real de um carnaval mal sucedido...

Essa história é baseada em vexas reais...

Após horas de trabalho no dia que nada se move no shopping me vi sentado diante de um espelho. Nenhuma loja aberta, deserto total. Um desejo e um clique me aproximaram de um vício de Paulinho Moska. Saí tirando fotos de mim em tudo quanto é vidro que encontrei. Esse prazer teria um preço muito caro mais tarde.

Saí meio louco e notei na ausência da minha chave, outro ponto que me abateria no desenrolar da história. Liguei pra galera e peguei o metrô pra Ceilândia. Reparei que a bateria do meu celular estava descarregando. Desci no metrô e caminhei até o ceilambódromo. A noite era uma criança. Cheguei cedo, eram umas onze. Foi quando a festa virou um pesadelo. Liguei pra uma das pessoas que eu iria encontrar ao chegar lá. A bateria descarregou. Liguei novamente o celular e tentei mandar uma mensagem, mas ele desligou antes de enviar. Procurei onde marquei de encontrar, última arquibancada. Nada. Começaram então as anomalias.

Primeiro eu caminhei pela festa e encontrei uma menina dando mole. Uma garota sozinha no carnaval ou é feia ou é pirralha (E olha que até pirralha é dificil encontrar). No meu caso era as duas opções. Perguntei se ela tinha telefone. Ela sorriu, cantada barata. Perguntei se pudia fazer uma ligação e ela me deu o aparelho. Lembrei-me então que não sabia o número decorado. Nunca tinha digitado o número de ninguém. Estava tudo na minha agenda e ela tinha ido com a bateria para o belelel. Lá estava eu no meio do ceilambódromo dando em cima de uma pirralha.

Comprei um cartão telefônico e liguei para minha mãe. Com ela eu peguei o número do meu irmão. Com meu irmão no exército eu peguei o número da minha cunhada. Liguei para minha cunhada e chorei, ela não atendeu e eu esqueci o número dela. Tive que repetir o processo do início e anotar os números no chão perto do orelhão com uma tampa de garrafa.

Ela atendeu. Emoção que não dava pra disfarçar. Pedi para que me encontrasse na frente do palco. Corri bastante e fui revistado mais uma vez. Aguardei alguns minutos e abracei cada uma das pessoas que ia encontrar com emoção. Duas e meia da madrugada. Não sabia das horas antes porque não tinha celular.

Depois disso tudo ainda esperei até 7h para pegar o ônibus. Tomei um banho de chuva e bati no portão de casa sem minha chave. Entrei uma hora da tarde no serviço. Trabalhei que nem um condenado, mas isso já é outra história...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Missão de exploração da lua número zero-zero-zero-um...

Um dia diferente. O sol nasceu no mesmo lugar, nada saiu dos trilhos. A vida seguia como sempre. O cotidiano continuava cotidiano. Porém, algo novo aconteceu. Era o capitalismo que engatinhava, o futuro que mostrava-se promissor.

Na sala um silêncio. Até o bebê parou de chorar. Na televisão quadrada imagens em preto-e-branco. Um homem vestido com coloração branca-prata que lembrava o “Prince” e com um aquário na cabeça tornava-se famoso. Ele era o primeiro a dar um passo na lua.

Anos depois o Brasil faz o mesmo trajeto. A equipe em terra tenta entrar em contato com os astronautas:

-Alguém tem o número do celular deles?

-Não, senhor. E mesmo se tivéssemos as operadoras não dão sinal aqui. Imagine no espaço.

O chamado vem do outro lado da sala:

-Comandante! Estou recebendo uma chamada da nave da expedição.

-Receba e coloque nos auto-falantes.

O jovem digitou uns códigos no computador e logo todos ouviam em bom timbre uma música bem popular. Após a melodia uma voz feminina dizia: “Chamada a cobrar. Para aceitá-la continue na linha após a identificação”:

-Expedição de número zero-zero-zero-um, estão na escuta?

Silêncio apreensivo. Já estavam a um bom tempo sem comunicação. Temiam o pior:

-Aqui é o Marquinhos. Líder da expedição de exploração da lua número zero-zero-zero-um. Tivemos alguns problemas no pouso e por isso ficamos sem comunicação. Mas já iniciamos os reparos.

A equipe de controle comemora os progressos:

-Marquinhos, aqui é o comandante. Pode me ouvir?

-Sim senhor. Auto e claro.

-Tenho algumas perguntas de ângulo científico. Antes de começar quero saber se está pisando agora na lua.

-Positivo, senhor. Estou com meus pés no solo luístico.

-Ok. Responda-me então a primeira pergunta. A lua é de queijo ou só parece?

-Parece mais com areia, senhor.

-Tem gosto de queijo?

-Não sei, senhor.

-Experimente então.

-Não posso, senhor. Estou de capacete.

-Ok. Traga então uma amostra para pesquisas. Segunda pergunta: Ao seu redor tem alguma dieta?

-Não, senhor.

-Droga.-Por que, senhor?

-É que a dieta da minha mulher foi para o espaço e eu pensei que a gravidade da lua tinha puxado.

-Bem, senhor. A gravidade daqui é bem menor que a da terra.

-Isso quer dizer que na lua se um repórter quisesse acertar um sapato no Bush ele iria esquivar de novo?

-Hãmm... Acho que sim senhor.

-E se um gordinho fosse a lua ele daria um mortal ou uma cambalhota com facilidade?

-Provavelmente, senhor.

-Então é impossível dançar a “velocidade cinco do créu” no espaço?

-Heim? Acho que não entendi a pergunta.

O jovem interrompe a conversa construtiva:

-Comandante. O sistema de vídeo já foi reparado. Estou recebendo imagens em tempo real do espaço.

-Ponha no telão.

No monitor todos viam Marquinhos colocando a bandeira brasileira no solo estrangeiro. Momento histórico. Após isso levantou a camisa externa. Na roupa interna uma mensagem: “Mãe, te amo”:

-Atenção, Marquinhos. O objetivo foi alcançado. Estou dando autorização para a expedição de exploração a lua número zero-zero-zero-um de retorno.

-Ok, senhor. Vamos apenas terminar os reparos.

-Há mais alguma coisa que eu possa fazer por vocês?

-Tem sim, senhor. Será que pode fazer umas ligações pra mim?

-Claro que sim. Diga.

-Bem. Primeiro preciso que ligue para a Nasa e peça um guincho que a coisa aqui está preta. Depois você liga pra minha mãe e diz que eu vou chegar tarde hoje e se ela sair deixar a chave na casa da Maria. E, por último, ligar para o tele-pizza e pedir na conta do Antônio que está com a gente na expedição. Só isso mesmo. Obrigado, viu?

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Agradecimentos

Tenho recebido vários emails, agradeço cada um. Muito obrigado pela força. E respondendo alguns, "Sim". Meu blog foi todo editado no paint. Eu tenho tudo passo a passo no meu computador. E a penultima postagem desse blog mostra uma das minhas primeiras montagens feitas com esse processo de corte e colagem...

Agradeço de coração. Muitississíssimo obrigado.

Vida de lan...

Esse texto foi totalmente escrito dentro de uma lan house...
"Após uma semana desaparecido resolvi aparecer pro mundo. Juntei umas moedinhas e parti sem bagagem. Minha viagem era longa, iria parar do outro lado do mundo e voltar no mesmo dia, na mesmo hora. Levantei a âncora e naveguei pelos mares da comunicação digitalizada. Códigos de vento carregavam meu barco cada vez mais longe. Olhei para trás, só o horizonte deserto de águas que não existem. Estava distante. Estava plugado a um mundo informático cheio de novas descobertas a espera de um conquistador. Vida nômade de um viajante nato. Vida de lan. Os minutos passavam acelerados como se a sede de comunicação da rede me sufocasse. Retornei, meu coração estava on, batia pro mundo, eu existia novamente pro universo digital. Na tela do computador uma janela que dava em um lugar que eu já conhecia, mas que sempre era algo novo. Fechei essa janela e meu quarto psicológico escureceu. Estava trancado no meu mundo limitado novamente. Caminhei sozinho pelas ruas movimentadas. Ninguém me via. Tinha morrido pro mundo novamente. Ninguém me conhecia. Ninguém me reparava. Como se eu tivesse deixado de existir."